‘Chemical Hearts’ ou ‘A Química que há entre nós’ é baseado em um livro de mesmo título e vai contar a história de Henry Page (Austin Abrams) que é extremamente focado na sua vida escolar e profissional, até que conhece Grace Town, interpretada por Lili Reinhart, uma nova aluna que junto com ele entra para o jornal da escola. A partir daí, Henry acaba descobrindo sua primeira paixão e os dramas por trás de Grace.
Caraca, confesso que nunca um filme me fez refletir tanto sobre a vida….. Antigamente filmes assim faziam eu me comparar com quem eu queria ser ou com a vida que eu queria ter ou com “isso nunca vai acontecer comigo”, mas sei lá. Com esse foi diferente.
Metade do filme e tô aqui escrevendo já. O filme me deu uma crise de identidade que há tempos eu venho passando. Trabalhar com as redes sociais me dá muito prazer, mas às vezes, fico pensando que eu possa passar uma imagem que não sou eu na realidade. Será que as pessoas me conhecem? Engraçado que isso nunca foi feito de propósito e fico pensando se sou um personagem.
Você também que está lendo pode estar se perguntando por que eu estou falando disso em uma resenha de um filme, mas não sei…. foi o sentimento que tive ao ver o filme. Me fez voltar para mim, nas minhas crises existenciais. É um filme que causa emoções esquisitas.

É estranho a maneira com que cada um encara a dor de uma superação, não é? Mais estranho ainda é como nem todos os finais são felizes, mas o que é um final feliz? Será que é apenas o que a vida toda aprendemos que é? Talvez a gente precise apenas de um tempo e o filme me passou essa imagem. O tempo é responsável por curar as coisas e superar um episódio pode ser difícil, mas ele vai passar.
Lili Reinhart estava perfeita no filme. Grace me passou ao mesmo tempo uma força e ao mesmo tempo uma fraqueza que é comum no ser humano. Será que quem éramos vai ser sempre a mesma pessoa que somos agora? A dor de Grace me fez entender tantas coisas e ao mesmo tempo me mostrou a atriz que a Lili é. Essa mulher nasceu para fazer o que faz. Fazer você sentir cada sentimento que ela passou na cena não é para qualquer uma.
Austin Abrams, como Henry, me mostrou também que o casal perfeito não é feito apenas por pessoas perfeitas. Henry se apaixonou pela Grace justamente por ela ser da nova maneira que era e com o andar do filme pudemos sentir sua dor também ao lidar com os problemas da amada. Muitos falaram que seu papel foi um pouco sem expressão e não concordo. Acredito que ele conseguiu passar os sentimentos do personagem de maneira diferente da Lili e consegui perceber o amor do Henry pela Grace da mesma maneira.
O final do filme me surpreendeu e já estava pronto pra criticar, mas sabe de uma coisa? Ver que nem tudo deve ser da maneira que sempre é, surpreende todos e isso é ótimo. Precisamos aprender que o comum pode não ser o real mais. A dor precisa ser sentida em alguns momentos e é como disse lá em cima: o tempo vai dizer quando você vai para a próxima fase. Recomendo muito o filme. Vejam de coração aberto e parabéns novamente para nossa eterna Betty de Riverdale, Lili Reinhart, que atuou maravilhosamente e o produziu com tanta competência. Foi lindo de ver.
O filme está disponível na plataforma Amazon Prime Video.


